Entre Nise e Lygia: de que os sonhos se tornam realidade?
Carta a Lula Wanderley Lula, li o livro em um fôlego só. Você se afastou de qualquer metafísica em favor de uma dialética objetiva dos Objetos Relacionais. A objetividade dos Objetos tem a ver com Spinoza, pelo menos o materialismo dele, onde muito consequentemente percebeu que o que acontece com o corpo acontece com a mente. A alma é objetiva, a alma é um acúmulo de sensações do mundo exterior. A alma é sensual. O livro está longe de um subjetivismo; suas demonstrações são objetivamente científica, filosófica e poética. Não sei se posso chamar a construção do Espaço Aberto ao Tempo de um delírio/sonho como uma objetividade. O livro é líquido, fluido como um rio caudaloso em cheia que nos arrebata. Quanto à nossa luta, é um grande esforço contra a ideologia reacionária que impregnou a realidade impulsionada pelo fenômeno do Word Wide Web. Se pode ver uma semelhança da mídia da época do Terceiro Reich, menos evoluída do que a mídia de hoje, em que o cinema e o rádio promoveram a disseminação do idealismo fascista. Essa luta entre o idealismo e o materialismo é encarniçada e sem trégua. Todos somos iguais, todos! mas você se agigantou. És um indivíduo, uma singularidade. Marcos Inácio Nunes Montes Arquiteto e participante do Espaço Aberto ao Tempo